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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Memória histórica da Central do Brasil (1908) já está em PDF

Capa do livro "Memória histórica da EF Central do Brasil"

1) O livro Memória histórica da Estrada de Ferro Central do Brasil, de 1908, já está disponível em PDF na Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados.

Obs.: Alguns amigos e eu tivemos alguma dificuldade em baixar o PDF da Câmara dos Deputados no Chrome. Pode ser interferência (ou falta) de algum plugin, daqueles que exibem o PDF online e dão opção de baixar. Em vez disso, hesitou um pouco sem saber o que fazer e depois foi para download. Na primeira tentativa, recebi um suposto PDF com apenas 766 KiB, que não abre. Tentei de novo, clicando com o botão direito do mouse, e escolhendo "salvar como" (PDF). Aí, sim, veio o PDF verdadeiro, de 175,9 MiB. No Firefox, foi direto para download, e acertou de primeira.

Estação General Carneiro, na “Memória histórica da EF Central do Brasil” (1908)

2) Prossegue a disponibilização das principais imagens + informações resumidas — em um novo layout de página, "flexível", buscando atender os internautas, tanto de desktop quanto de celular.

Começando do último para os primeiros — e, nos próximos dias, refazendo as imagens no Gimp (Linux), que parece oferecer melhores resultados do que o Photoshop:
Memória histórica da EFCB
• Locomotiva Baronesa
• Igreja de Sant'Ana
• A primeira estação do Campo
• Estação Corte em 1870
• Estação Desengano
• Estação Entre-Rios
• Estação Porto Novo do Cunha
• Estação Saudade
• Estação Comércio
• Estação Miguel Burnier
• Estação Ouro Preto
• Estação Cachoeira
• Estação Cruzeiro
• Estação Juiz de Fora
• Estação Surubi
• Estação Lafaiete
• Estação Sítio
• Estação Gamboa
• Estação General Carneiro
• Estação Belém
• Estação Rodeio
• Ponte Paraíso
• Ponte de Cachoeira
• Monumento em Entre-Rios
• Túnel Grande
• Túnel nº 1
• Edifício da Tração de São Diogo
• Oficinas do Engenho de Dentro
• Pedreira São Diogo
Estações em 1960

domingo, 6 de dezembro de 2015

Pátios ferroviários - 2015

Ferrovias consideradas para integração e tráfego mútuo em 2015

Localização (km), extensão (m), distâncias (km) e prefixos dos pátios ferroviários considerados para fins de integração / tráfego mútuo em 2015.

Listas de referência para consulta e comparação com as antigas listas de estações ferroviárias em 1986, 1982, 1960, 1930 etc.

Rede em 2015
ALL norte | ALL paulista | ALL oeste | ALL sul | Ferroeste | FTC
MRS | FCA | EFVM | FNS | EF Carajás | TLSA


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sábado, 21 de abril de 2012

1ª Exposição Memória do Ferroviário



Prezados Associados e colaboradores,
É com grande satisfação que, para comemorar o Dia do Ferroviário e resgatar a história dessa profissão que foi muito importante para o passado de Rio Claro e região, a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) Núcleo de Rio Claro, o Grêmio Recreativo dos Empregados da Cia Paulista, e a UFA (União dos Ferroviários Aposentados) estarão realizando a 1ª Exposição Memória do Ferroviário de Rio Claro, no dia 29 de Abril de 2012, das 08 as 17 horas, o evento será na Rua 1 nº 1100 Centro, antiga Estação Ferroviária de Rio Claro.
A exposição iniciará com a tradicional Missa dos Ferroviários, seguida por uma apresentação da Banda União dos Artistas Ferroviários.
Haverá uma mostra de antiguidades históricas da ferrovia, que incluem peças e documentos que farão parte do futuro Museu Ferroviário de Rio Claro. Também durante todo o dia serão exibidos vídeos contando a história e evolução das ferrovias brasileiras, além de uma pequena mostra de ferreomodelismo.
Todos estão convidados a prestigiarem essa iniciativa.
Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelos:
Atenciosamente
Jônatas de Camargo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Inauguração do Museu Ferroviário de Araraquara


A ABPF - Associação Brasileira de Preservação Ferroviária tem o prazer de convidar V.Sa. para a inauguração do MUSEU FERROVIÁRIO DE ARARAQUARA a ser realizada na Estação Ferroviária (praça Antonio Prado, s/nº - Centro) no dia 27 de agosto de 2011, às 20 horas.
  • Estação Ferroviária de Araraquara
  • Praça Antonio Prado, s/nº - Centro
  • 27 de Agosto de 2011, às 20 horas
R.S.V.P.
museuferroviario@gmail.com
  • de Lourenco
    data 9 de agosto de 2011 19:57
    assunto [abpf_boletim] Museu Ferroviário de Araraquara

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mapa, estações e caixas d'água do Ramal de São Paulo da EFCB



Prosseguindo com a organização transversal (por temas), começaram a ser linkadas as estações, pátios ferroviários, caixas d'água e demais aspectos de beira de linha na sequência dos trilhos do Ramal de São Paulo da EFCB:
Mapa do Ramal de São Paulo em 1927

Mapa de 1927 do Ramal de São Paulo da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB) em alta resolução no site do Centro-Oeste.

Além do mapa completo, foram disponibilizadas "fatias" na resolução máxima, cobrindo diferentes trechos do ramal ferroviário:
Outros mapas de 1927
Recapitulando a série sobre as caixas d'água...
Caixas d'água da era da locomotiva a vapor já colocadas no site...
Caixas d'água e maquetes de ferreomodelismo

domingo, 17 de julho de 2011

Relato da caminhada que fiz de Cobiça x Vargem Alta-ES pelos trilhos....

Colegas, dia 16/julho/2011 juntamente com mais 9 aventureiros realizamos uma caminhada pelos trilhos, de Cobiça x Estação de Soturno, que fica entre as cidades de Cachoeiro de Itapemirim e Vargem Alta-ES. Foram 16 km de bate papo, entrosamento, solidariedade, muitas brincadeiras e paisagens maravilhosas. Caminhar pela ferrovia nos traz uma perspectiva diferente das cenas que estamos acostumados a ver no dia a dia. Cada imagem nos traz a história que um dia ouvimos falar. A colonização da região, construção das cidades, o árduo trabalho de implantação de uma ferrovia interligando as cidades e trazendo o progresso a região naquela época. Ver como os paredões e pontilhões foram esculpidos para que a ferrovia fosse instalada e imaginar como foi feito esse trabalho é algo sensacional. Não tirei muitas fotos porque já havia passado por esse trecho e no primeiro album (caminhada cobiça x Vargem Alta) tem também várias outras fotos do mesmo percurso. Espero que gostem......
  • de Roberto Sarti
  • data 17 de julho de 2011 10:17
  • assunto Fotos da caminhada

domingo, 3 de julho de 2011

Trem da Vale (2) - mais fotos

Foram acrescentadas mais fotos relacionadas ao Trem da Vale, abrangendo a reforma dos vagões e da locomotiva Skoda, a reconstrução da via férrea, estações, caixas d'água, maquete, e mais alguma coisa.

Os títulos abaixo indicam, aproximadamente, as páginas principais do conjunto:
A lista não é completa, pois as fotos e páginas estão agrupadas em subseções, e estendem-se por outras seções do site:
... de modo que cada página desemboca em outras, e seria difícil traçar um limite, além de acabar caindo em repetições.

Algumas coisas ainda não estão completas -- como a planta da locomotiva G8, que fica para a semana --, e outras continuarão sendo disponibilizada nas semanas seguintes.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Patrimônio que merece respeito - Opção de futuro

As Oficinas Ferroviárias de Além Paraíba-MG foram construídas por volta de 1880 para integrar a Cia. Estrada de Ferro Leopoldina - a primeira ferrovia criada em Minas, em 1871, inaugurada em 8 de outubro de 1874, por D. Pedro II; e também para servir à Estrada de Ferro D. Pedro II - depois, Central do Brasil – que também atendia ao município e à região. Desde então, durante esta sua longa trajetória, incluindo os períodos em que a Leopoldina esteve subordinada ao capital inglês (Leopoldina Railway) e vinculada à extinta Rede Ferroviária Federal, as Oficinas ficaram mais conhecidas como Oficinas Ferroviárias de Porto Novo.

Os milhares de funcionários que nelas trabalharam, no decurso de tantas décadas, são parte inseparável da identidade e da memória afetiva, social, política, cultural e econômica municipal. Eles e as Oficinas inspiram de estudos acadêmicos a obras artísticas. Muitos desses ferroviários galgaram posições diretivas de destaque em várias organizações e merecem ser lembrados também por seus outros talentos, como os escritores Victor José Ferreira e Ubyrajara de Souza, ambos integrantes e fundadores de instituições como o Movimento de Preservação Ferroviária e a Academia Ferroviária de Letras; e também o escultor José Heitor da Silva (um dos primeiros artistas que tiveram suas obras integradas ao acervo do Museu de Arte Negra, criado pelo ex-Senador Abdias Nascimento, de quem se tornou amigo), o desenhista e carnavalesco Rolando Amaral, os criadores do antigo 'Minas Club', o ex-deputado federal pelo PTB, Ezequiel Mendes e o escritor memorialista e ex-deputado estadual mineiro Joaquim Moreira Júnior, também do PTB; entre dezenas de outros. Inúmeros ferroviários aqui lotados foram vítimas de perseguições políticas ou administrativas, por participarem de associações e movimentos contrários aos modelos de gestão ou de governo praticados, durante os vários regimes, democráticos ou de exceção, por que passou o país.

As Oficinas ocupavam, a princípio, uma extensa área e seus dois galpões mais antigos - que já tiveram cerca de cem metros de comprimento – foram erguidos sobre o aterro de um trecho da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul. Construído inicialmente para se evitar a obstrução da 'estrada' que ligava os bairros de Porto Novo e São José, o aterro foi ampliado, mais tarde, para abrigar outras instalações. As Oficinas já tiveram suas imagens registradas, em fins do séc. XIX, pelo consagrado fotógrafo Marc Ferrez.

A Rotunda das Oficinas de Porto Novo/Além Paraíba é um edifício de forma circular, com área construída de cinco mil metros quadrados, também erguida por volta de 1880, que, junto às demais seções (calderaria, fundição, serralheria, carpintaria, almoxarifado, mecânica, pintura, elétrica, desenho, escritório, etc.), compunha o conjunto das Oficinas da Leopoldina. A Rotunda, com seus trinta boxes, tem capacidade para alojar, simultaneamente, igual número de locomotivas ou outros equipamentos rodantes, como carros-de-passageiros, vagões, autos-de-linha, etc. Nossa Rotunda é das maiores e das mais antigas entre as poucas ainda existentes no Brasil. Segundo o site da Internet 'Estações Ferroviárias do Brasil' só existem, atualmente, 5(cinco) Rotundas Ferroviárias construídas em 360 graus, em nosso país. Em Minas Gerais só existem três: Além Paraíba/Porto Novo, São João Del Rei e Ribeirão Vermelho; as outras duas são a de Barra do Piraí e Três Rios, ambas no estado do Rio de Janeiro. A de Porto Novo é a mais antiga.

Ao lado da Rotunda existe o prédio original, datado da mesma época, onde funcionou o Escritório Central da E. F. Leopoldina, que teve o teto de uma das salas restaurado, em 2006, pelo artista plástico Guilherme Diniz - por iniciativa do Engº. e também Acadêmico da AFL Rogério Lobo de Oliveira, então Diretor da Eletromecânica GITAL, empresa especializada em montagem e reforma de equipamentos ferroviários pesados, então locatária dos imóveis, desde a privatização das ferrovias vinculadas à Rede Ferroviária Federal S.A.

Nesse ano de 2006, em razão do imobilismo das autoridades e dos Conselhos municipais ligados à matéria - mesmo estando resguardada por tombamento através da Lei Municipal nº. 1829, de 14 de abril de 1998; e não obstante a explícita e bem fundamentada discordância deste pesquisador, através de ofício encaminhado à Câmara Municipal de Além Paraíba - em face da impossibilidade de sua presença em Reunião Oficial, convidado pela vereadora Simone Rezende - e em matéria e debate veiculados no 'Jornal Agora' e no Programa 'Opinião' da Rádio 102,7-FM, além da manifestação, também contrária, de outras pessoas e entidades preservacionistas e da veiculação de outros artigos na imprensa local, uma grande parte dos prédios das Oficinas foi absurdamente demolida, embora ainda estivesse em bom estado de conservação. O material resultante da demolição (muitos m3 do madeiramento em 'Pinho de Riga' e dezenas de milhares de 'Telhas Francesas Legítimas', fabricadas em Marseille, bem valorizadas no mercado de antiguidades; além de potentes máquinas e equipamentos das Oficinas) teria sido utilizado nas obras de construção de uma luxuosa casa, em um sítio particular. Pouco tempo depois, já bastante fragilizada, uma parte da própria Rotunda desabou - e o restante encontra-se em precárias condições de conservação. Mas resiste, milagrosamente, de pé; talvez, por interseção de São José, o Operário, Padroeiro da Cidade e das Oficinas, Orago da Matriz - cuja imagem teria sido encontrada, em princípios do século XIX, nas águas da barra, hoje aterrada, que o Rio Limoeiro fazia com o Rio Paraíba do Sul, bem ali, onde foram construídas as Oficinas. Ironicamente, até a centenária madeira do telhado de sua Matriz vem sendo substituída por estrutura metálica - o que nos permite inferir que possa ter destino similar ao da madeira das Oficinas demolidas. O 'Santo Carpinteiro' deve estar muito entristecido...

Vale ressaltar que quase todas as leis relativas ao tombamento do patrimônio histórico e cultural municipal de Além Paraíba foram redigidas de maneira dúbia - não se sabe por qual razão -, gerando muita confusão quanto à identificação dos bens que, de fato, deveriam ser por elas protegidos; o que, lamentavelmente, propicia a ocorrência de interpretações equivocadas que vulnerabilizam ainda mais os conjuntos, os entornos e outros inúmeros elementos que os compõem e que também deveriam ser resguardados; deixando-os até expostos ao risco de negociações e, ou, de ações inescrupulosas. Agora, fala-se, também, na cidade, na utilização de outros galpões e instalações das antigas Oficinas para fins comerciais – o que, muito provavelmente, redundará em mais um capítulo da inconseqüente desmaterialização do "Complexo Ferroviário Histórico de Além Paraíba", implicando ou agravando a perda da identidade cultural da cidade e do seu povo.

Antes de tudo, porém, é preciso entender que, quando se fala em Preservação - ferroviária, histórica, cultural e ambiental - e em implementação do Turismo em Além Paraíba, não se trata de idealismo utópico e infundado. Tanto uma quanto outro são, plenamente, factíveis no município e na região, dadas as nossas invejáveis especificidades - localização, patrimônio existente, legado natural, tradição, mão-de-obra especializada, etc. Estas características favoráveis devem ser avaliadas, particularmente, sob um prisma social e econômico, visto que potencializam a geração de emprego e renda para a população local; podendo gerar, uma sensível melhoria do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano - municipal. O diagnóstico elaborado por consultoria contratada para a execução da 'Revisão do Plano Diretor Municipal', em 2011, aponta nessa direção, a exemplo do que já fora detectado entre 1999/2000 por levantamento pormenorizado feito pelo SEBRAE-MG. Será que poderíamos, neste caso, aplicar o velho adágio popular: 'O pior cego é aquele que não quer enxergar'?

Também é bom que se diga que, apesar da inconsistência de alguns comentários - por ignorância e desinformação, frutos de avaliações simplistas e, até mesmo, de observações ingênuas ou de interesses dissimulados -, quando se fala em preservação do patrimônio cultural histórico ferroviário de Além Paraíba, não devemos pensar tão somente no aspecto do bucolismo da "Maria Fumaça" e das antigas Estações e demais instalações ferroviárias – que eu não cheguei a conhecer em sua plenitude, visto que não nasci e nem morava aqui, mas que procurei estudar e aprendi a admirar e respeitar, mesmo não sendo alemparaibano e nem tendo nenhum tipo de vínculo profissional, pessoal ou familiar com a ferrovia. Não se trata, portanto, de saudosismo melancólico, piegas, extemporâneo. É óbvio que os preservacionistas são favoráveis à idéia de se dar uma destinação prática e racional aos bens ferroviários históricos, adequada à realidade, com uma efetiva utilização cultural, lúdica, histórica, social, econômica, etc; sem, contudo, destruí-los, descaracterizá-los, inviabilizando o seu uso. Basta que se vejam os projetos já implantados e os que estão sendo desenvolvidos pelas entidades preservacionistas ferroviárias, Brasil a fora, em parceria com entidades públicas e privadas. Além Paraíba tem - e de sobra - todas as condições para a implantação de projetos análogos.

O que também surpreende é a falta de visão no que respeita ao não aproveitamento do que chamo de "Planta Industrial Ferroviária de Além Paraíba". É pertinente salientar que a redução da área outrora ocupada pelas Oficinas também compromete o futuro do desenvolvimento econômico municipal, pois prejudica a irrefreável implantação do Turismo Regional que, como é do conhecimento das lideranças empresariais, culturais e políticas locais, já se encontra em pleno andamento - cujas bases foram lançadas no ano de 2000 pelo Governo municipal e pelo SEBRAE e Governo mineiros - e que tem na ferrovia e nos equipamentos históricos ferroviários um de seus principais atrativos, cujo potencial, se bem administrado, trará enormes benefícios para o município e para a região, em particular no que tange à geração de emprego e renda.

A propósito, é bom lembrar que, nestas instalações, construídas há 130 anos, em que funcionaram as Oficinas da Estrada de Ferro Leopoldina (ou da Rede Ferroviária, como ficaram mais recentemente conhecidas) foram restaurados e readaptados, por técnicos de nossa cidade, os dezoito vagões temáticos e carros de passageiros que compõem o Trem Turístico de Ouro Preto à Mariana, inaugurado em maio de 2006, pelos então Presidente Lula e Governador Aécio Neves.

Além disso, cabe relembrar que a economia nacional clama por investimentos em infra-estrutura. São, portanto, recorrentes os projetos que visem à ampliação das ferrovias para melhorar a eficiência e minorar o custo do transporte de passageiros e de cargas; o que, num futuro próximo, também repercutirá a favor da diminuição das emissões de gases poluentes - tanto na utilização/adaptação de locomotivas movidas a fontes de energia não poluidoras, quanto na redução do número de caminhões, ônibus e automóveis circulando - mudando, pois, o arcaico e ineficiente exclusivismo do modal rodoviário brasileiro. É evidente que tais ações ajudarão a reduzir os riscos do inexorável Aquecimento Global. Embora nosso município tenha potencial que lhe garantiria lugar destacado em todo este processo de mudança, constata-se que, reduzido aquele espaço, a economia municipal fica limitada em sua capacidade de desenvolvimento, visto que a 'Planta Industrial Ferroviária" não poderá mais ser ampliada, naquele local; ao contrário do que vem ocorrendo em Três Rios-RJ.

Agora, finalmente, surge uma 'luz de locomotiva no fim do túnel ferroviário', com a boa notícia da possível criação do "Centro de Preservação da Memória Ferroviária de Além Paraíba", para abrigo e preservação de antigas locomotivas movidas a diesel, a partir de projeto conduzido pela direção do Museu de História e Ciências Naturais. É previsível que o Centro possa aliar muitos dos aspectos aqui abordados, contribuindo com o futuro de Além Paraíba, fundamentado na preservação de parte do seu passado. Dado o nosso envolvimento com a causa preservacionista, desde longa data, e conhecendo a qualificação, o esforço e a dedicação do Prof. André M. Borges, diretor do Museu, esperamos que esse Centro torne-se realidade, não só para salvar parte do que ainda resta da memória ferroviária mineira e nacional, mas, também, para tornar-se um 'Memorial de Referência Ferroviária' que possa ser tombado pelo IEPHA e pelo IPHAN, juntamente com os demais bens culturais (inclusive, os imateriais) que compõem o "Complexo Histórico Ferroviário de Além Paraíba".
  • de plinioalvim
  • data 30 de junho de 2011 23:29
  • assunto Re: Patrimônio que merece respeito - Opção de futuro
Plinio Fajardo Alvim - Junho 2011 - Membro do Movimento de Preservação Ferroviária e da Academia Ferroviária de Letras. Diretor do Inst. Culturar. Ambientalista. Coord. Regional do Gr. Brasil Verde. Administrador. Pós-graduado.

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Hora da locomotiva beber água - 1

A necessidade de abastecimento a intervalos mais ou menos regulares (variando conforme o esforço exigido por cada trecho), a disponibilidade de fontes de água e sua qualidade (para amenizar a corrosão das tubulações) determinaram a construção de inúmeras estações, e muitas vezes a sua localização, mesmo em locais que não apresentavam outro motivo, fosse econômico, social ou político.

Foi o caso da estação de Pureza, tão bem resumida por José Lins do Rego:
Ia ver a passagem do trem das nove e do trem das duas. O grande silêncio de Pureza se quebrava naqueles quinze minutos da parada dos horários. A máquina tomava água no depósito, a água doce do rio que corria por cima das pedras.
E fora só por isso que haviam se lembrado daquele lugar para uma estação. Fora a água azul de Pureza que vencera os engenheiros da estrada de ferro.
E o fim do vapor também podia decretar o fim de uma estação, como observava de passagem Délio Moreira de Araújo em sua tese de doutoramento (1970), ao comparar os horários (e velocidades) da Leopoldina entre 1955 e 1968:
Bongaba era uma parada obrigatória para abastecimento de água às locomotivas a vapor. Os trens não param mais em Bongaba, devido ao desaparecimento desse tipo de tração no trecho. A supressão dessa parada pesou substancialmente na redução do tempo de viagem dos trens NL-1 e PL-1.
Retomando um desafio proposto nas listas de discussão por Luiz Souza, há exatos 5 anos, e partindo inicialmente das respostas recebidas na época, o Centro-Oeste tem agora uma nova seção.

Caixas d'água: ferrovias e ferreomodelismo

Nestas primeiras 29 páginas, são abordadas duas "receitas" bastante fáceis para modelar caixas d'água metálicas de formato retangular, de autoria de Henrique Nelson (AMF) e David Zaidan Neto (ABPF-RJ); os kits de três fabricantes de ferreomodelismo que melhor representam o estilo inglês mais comum nas ferrovias brasileiras (Wills, Hornby, Airfix); e imagens de antigas caixas d'água de 24 estações ferroviárias brasileiras de norte a sul (inclusive algumas de formato redondo, ou em concreto).:

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Estrada de Ferro Central do Brasil nos anos 20 - Reconstrução da Estação Palmeiras


"A queda de uma barreira na Serra do Mar" Botelho Filmes - Estrada de Ferro Central do Brasil - Desmoronamento na estação de Palmeiras (RJ) - anos 20.

Enviado por Paulodafigaro1 em 12/06/2011

domingo, 12 de junho de 2011

As miniaturas de Aristides Lourenço

Maquete de locomotiva em escala 1:20 feita por Aristides Lourenço para a GEVISA em 2008.

Maquete de locomotiva em escala 1:20 feita por Aristides Lourenço para a GEVISA em 2001.

Foi ele quem, em 2006, confeccionou as miniaturas das estações ferroviárias de Ouro Preto e Mariana, em escala 1:100, para a maquete do Trem da Vale.

Miniatura da maquete ferroviária de Mariana
Miniatura da estação ferroviária de Ouro Preto, em escala 1:100
A maquete de ferreomodelismo funciona na estação de Ouro Preto e faz parte do complexo turístico do Trem da Vale, com percurso até Mariana (MG).

Os trilhos e a parte elétrica da maquete foram instalados em 2006 pelo então presidente da AMF - Associação Mineira de Ferreomodelismo, José Severiano. O cenário e a decoração foram confecionados por Henrique Nelson Castro, também da AMF. As construções foram feitas, em escala 1:100, pelo maquetista profissional Aristides Lourenço, de Belo Horizonte.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Estações ferroviárias de Minas Gerais


Estação de Arantina, da linha tronco Angra dos Reis - Goiandira, da antiga Rede Mineira de Viação, fotografada em Maio de 2011 por Fernando da Silva Rodrigues.

Estações ferroviárias da RMV

Estação de Orvalho, fotografada por Fernando da Silva Rodrigues em Maio de 2011.

Estações da Estrada de Ferro Central do Brasil - EFCB

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Selo comemorativo em homenagem à Estação Ferroviária D. Pedro II

De: Daniele Palhaes de Oliveira
Data: 29 de abril de 2011 10:11
Assunto: ENC: Convite - Lançamento do Selo da Estação Central do Brasil
Cc: Celia Pamplona

Bom dia!

Encaminho convite. O contato em São Paulo para o lançamento dos Selos Estações Ferroviárias é a Assessoria de Comunicação.

Denise Barcelar - (11) 3227-9461

Daniele Palhaes
SUAVD/GEVAR/DR-RJ
e-mail: daniele@correios.com.br
Tel: (21) 2503-8105

quinta-feira, 7 de abril de 2011

II Caminhada nos trilhos Viana x Domingos Martins (ES)


Veja mais fotos como esta em Amantes Da Ferrovia


Relato da caminhada que fiz de Cobiça x Vargem Alta-ES pelos trilhos....

Meu nome é Roberto Sarti, e moro em GUARAPARI-ES. Um passeio que sempre tive vontade de fazer, desde quando na minha infância e adolescência eu morava em Cachoeiro (e me pendurava nos trens que cortavam a cidade), é caminhar pelos trilhos da Leopoldina Railway, e tive a oportunidade de realizar uma parte dessa aventura no último dia 12-02-2010, sexta feira antes do carnaval. Meu projeto era caminhar de Cobiça X Matilde, cerca de 70 km em 3 dias. Era eu disse. Foram uns 2 meses de preparação… Continuar

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Relato da caminhada que fiz de Viana x Domingos Martins-ES pelos trilhos...

Tomei gosto por andar pelos trilhos, pelas ferrovias do sul do ES. Minha mais recente aventura foi caminhar de Viana x Domingos Martins pelos trilhos, segundo me informaram, 23 km. Com um mês de antecedência comecei a me preparar, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Combinei com um cara que conheci pela net, o Emerson, que ficou de ir com uma galera grande de Vitória, e eu com outra galera daqui de Guarapari. Como já havia caminhado por trilhos em outras vezes, acabei aprendendo algumas… Continuar

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Relato da caminhada que fiz de Matilde x Araguaia x Matilde-ES pelos trilhos....

Nossa aventura começa as 6:50 h da manhã, em um dia de junho, sábado frio em Guarapari-ES onde moramos. Nosso destino era a Estação Ferroviária de Matilde, em Alfredo Chaves, distante 58 km daqui. Como já saímos de casa arrumados pra caminhada, eu de short e camisa de manga curta, Lili mais precavida… Continuar

Postado em 31 outubro 2010 às 0:00

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Estações ferroviárias em Salto, SP

Foto acima: "Antiga estação ferroviária, hoje ocupada por escola e cooperativa". Página destacada (e sem data) de um ofício com timbre da Câmara Municipal de Salto, SP.

Segunda foto (acima): "Atual estação ferroviária, destruída por vândalos". Da mesma página, destacada e sem data.